Pular para o conteúdo
Logo do VVBL Advogados, escritório de advocacia trabalhista em Goiânia
Ilustração sobre Fiscalização do Trabalho, MPT e Autos de Infração, VVBL Advogados Direito trabalhista para empresas

Defesa em auto de infração trabalhista e inquérito do MPT

Auto de infração lavrado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho admite defesa administrativa e recurso, com prazos próprios. Já a notificação do MPT abre inquérito civil que pode terminar em Termo de Ajustamento de Conduta ou em ação civil pública, e o que se negocia nessa fase define a exposição da empresa pelos anos seguintes.

Samuel Rios Vellasco de Amorim, advogado responsável por defesa em auto de infração trabalhista no VVBL Advogados em Goiânia
Samuel Rios Vellasco de Amorim Sócio · Direito e Processo do Trabalho

Como funciona a defesa em auto de infração trabalhista

A frente administrativa do direito do trabalho é frequentemente subestimada. A empresa concentra atenção nas reclamações individuais e trata a autuação como assunto de departamento pessoal, quando é justamente ali que se formam obrigações de alcance coletivo, aplicáveis a todo o quadro.

O auto de infração comporta defesa e recurso, com discussão sobre a ocorrência da irregularidade, a correção do enquadramento legal aplicado e a dosimetria da multa. Perder o prazo transforma a multa em dívida inscrita, com todas as restrições de certidão e crédito daí decorrentes.

O inquérito civil do MPT tem outra escala. O desfecho costuma ser um TAC com obrigações de fazer, prazos e multa por descumprimento, documento que passa a reger a operação por anos. Assinar cláusula inexequível é o erro mais caro dessa fase, porque a multa cominatória se acumula silenciosamente.

Recusar o TAC é possível, mas costuma levar o Ministério Público do Trabalho a ajuizar ação civil pública, com pedido de obrigação de fazer e de dano moral coletivo. A escolha entre negociar e litigar precisa ser feita com cálculo, não por reflexo.

Como defesa em auto de infração trabalhista se comporta em Goiânia e no TRT-18

Em Goiás, as operações de fiscalização trabalhista costumam ser setoriais e programadas, com foco recorrente em frigoríficos, construção civil, agronegócio, transporte e serviços terceirizados. Quando isso acontece, várias empresas do mesmo ramo são autuadas em sequência e por fundamentos parecidos, o que torna a resposta uma questão de tese, não apenas de caso isolado. A defesa em auto de infração trabalhista tem duas frentes onde a redução costuma ser maior: o enquadramento legal escolhido pelo auditor e a dosimetria aplicada, que precisa observar critérios de gradação. Já os inquéritos do MPT em Goiás tendem a desaguar em termo de ajustamento com obrigações de alcance coletivo, e o que se negocia ali passa a reger a operação da empresa por anos, com multa a cada descumprimento.

Método

Como atuamos

  1. Defesa e recurso administrativo

    Apresentamos defesa no prazo, discutindo a materialidade da infração, o enquadramento legal aplicado e a dosimetria da multa, com recurso à instância superior quando cabível.

  2. Condução do inquérito civil

    Organizamos a resposta ao MPT com documentação consistente e propomos plano de adequação, deslocando a discussão do sancionamento para a regularização, que é o objetivo institucional do órgão.

  3. Negociação de TAC exequível

    Negociamos obrigações que a empresa consiga efetivamente cumprir, com prazos realistas e multas proporcionais. TAC assinado sem essa análise vira passivo automático a partir do primeiro descumprimento.

  4. Defesa em ação civil pública

    Atuamos no contencioso coletivo, impugnando pedidos de obrigação de fazer genéricos e valores de dano moral coletivo desproporcionais à conduta efetivamente apurada.

Atenção

Erros que custam caro

O que vemos com mais frequência em empresas que chegam ao escritório tarde demais.

  • Tratar a autuação como assunto do DP

    Sem análise jurídica no prazo, a empresa perde a chance de discutir enquadramento e dosimetria, as duas frentes onde a redução costuma ser maior.

  • Assinar TAC sem checar exequibilidade

    Obrigação que a operação não consegue cumprir gera multa cominatória recorrente. O documento vira fonte de passivo em vez de encerrar o problema.

  • Ignorar notificação do MPT

    O silêncio não encerra o inquérito; encerra apenas a chance de influenciar seu desfecho antes da ação civil pública.

  • Regularizar sem comunicar o órgão

    Empresa que corrige a irregularidade e não demonstra isso no procedimento perde o principal argumento de dosimetria. A regularização espontânea, comprovada nos autos, pesa tanto na redução da multa quanto na negociação do termo de ajustamento.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dúvidas recorrentes de empresas sobre fiscalização do trabalho, mpt e autos de infração.

Qual o prazo para defesa em auto de infração trabalhista?

A defesa administrativa deve ser apresentada no prazo indicado na notificação do auto, contado da ciência, com possibilidade de recurso à instância superior. Perdido o prazo, a multa é consolidada e segue para inscrição em dívida ativa.

O que se discute na defesa em auto de infração trabalhista?

Três frentes: se a irregularidade de fato ocorreu, se o enquadramento legal aplicado pelo auditor está correto e se a dosimetria da multa observou os critérios legais de gradação. As duas últimas costumam render as maiores reduções.

É obrigatório assinar o TAC proposto pelo MPT?

Não. O TAC é acordo, e a empresa pode recusar ou negociar cláusulas. A recusa, porém, costuma levar o Ministério Público do Trabalho a ajuizar ação civil pública, o que torna a negociação a via mais previsível na maioria dos casos.

A multa administrativa impede discussão judicial?

Não. Encerrada a via administrativa, a empresa pode discutir a autuação no Judiciário, inclusive por ação anulatória, e pleitear a suspensão da exigibilidade mediante garantia.

Entrada e recepção do escritório de advocacia trabalhista em Goiânia do VVBL Advogados

Precisa de apoio em fiscalização do trabalho, mpt e autos de infração?

Fale com a equipe trabalhista do VVBL. Avaliamos a situação da sua empresa, apontamos os riscos concretos e indicamos o caminho antes de qualquer contratação.

R. 83-F, 156 - Setor Sul, Goiânia - GO, 74083-240 · Como chegar